quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O que é Arte?


Indignações a parte, me lembrei de que nas aulas de reflexão artística em 2009, logo que entrei para o curso de Licenciatura em Artes, levantei um vídeo, o qual, naquele momento me deixou profundamente revoltado. O vídeo é a “performance” de um grupo de artistas denominado Chelpa Ferro (https://www.youtube.com/watch?v=9nSXFsvDwi4), o qual foi realizado na 25ª Bienal de São Paulo.
 Como um apreciador de automóveis antigos, fiquei triste em ver que há pessoas tão ousadas que se dão ao luxo de tal fato! Compartilhei o vídeo neste blog, criado para possíveis discussões de turma  (http://reflexaoartistica.blogspot.com.br/2009/06/o-que-e-arte.html).
Até o final do curso, consegui amadurecer minhas ideias e constatei que o meu ponto de vista estava equivocado (não que destruir um “clássico nacional” seja algo fácil de aceitar), pois a destruição é apenas uma característica, uma fração da poética do artista.
Noutro momento parei para pensar que, destruir um Maverick, é muito significativo, pois se trata de um carro ano 1974. Mas e daí?
O que houve em 74? Qual é a marca do automóvel? O que tudo isso significa no contexto brasileiro? Entre tantas outras questões, que facilmente podemos responder.
Então o que significa destruir um maverick?
O maverick vale mais como automóvel ou como obra de arte?
Agora, neste caso (http://tabloidebr.com.br/universitario-pretende-perder-virgindade-anal-em-performance-artistica/), a primeira impressão é indignante, pois fere a moral e os bons costumes.
Então, pensemos:
De onde ele é?
 -“É da Inglaterra professor”!
Responde o aluno.
- “Muito bem querido aluno”!
Responde o professor.
A Inglaterra é conhecida, ou ficou conhecida, por sua “educação”, a qual Éça de Queiroz retrata na obra “Os Maias” (fragmentos podem ser lidos neste site: http://www.infopedia.pt/$educacao-em-os-maias;jsessionid=LNNve7DJDfMRNjaG+w5Trw__ )
Palco de grandes acontecimentos, a Inglaterra, sofreu revoluções, entre elas a industrial, e mais recentemente o caso Banksy, o qual considero como a maior obra da Crítica de Arte do século XXI.
Se um acadêmico de Artes da UEPG, tivesse a mesma ideia, não teria a mesma repercussão. Pois a erva é colhida no interior do Paraná, mas o chá é inglês.
Essa é uma das questões que podemos levantar, outra é sobre a institucionalização.
Ainda podemos nos questionar, da seguinte maneira:
O que é uma obra de arte?
O que representa um nome para o mundo da arte?
Qual é a relação, disso tudo com a realidade?
Um texto é a representação da realidade?
Aquela fotografia é o acadêmico?
O que é virgindade?
De que vale ter um corpo casto e uma mente corrompida?
E podemos ir além!
Até me lembrei da obra de René Magritte, “Isto não é um cachimbo”, a qual motivou Michael Foucault a escrever um livro homônimo, no qual traça inúmeras reflexões, é como se ele nos dissesse “abandonem tudo o que foi construído em vocês, leiam novamente, interpretem e critiquem, reflitam e tornem a ler, não admitam que o processo acabe, pois nunca acaba, a vida é dinâmica, por isso não podemos nos permitir parar e aceitar uma idéia como sendo verdadeira, somente por comodismo”.
Para Foulcault, “ser livre é fugir da servidão de si mesmo”. Ainda estamos presos às palavras e a tantos conceitos formados, ao ponto de um artigo (sabe-se lá, legítimo ou não), nos afetar.
Podemos considerar que esse “piá”, chamado Clayton Pettet, um acadêmico da Saint Martins Art School, de Londres, esta exercendo a função de artista, ao nos brindar com uma obra conceitual, a qual, já esta em ação. A  tal “performance”, como ato não significa nada, nem precisa existir. A arte já esta acontecendo e ainda estamos participando. Se essa ideia for legítima, eu tiro o meu chapéu para esse artista, pois instigou-nos á reflexão. Mas se de fato ocorrer a tal “performance” eu o desconsiderarei, pois ele ainda sofre a “servidão de si mesmo”, ainda esta preso as velhas concepções da arte e como artista é um belo canastrão.
A Arte não precisa ser materializada para se constituir.
A arte é a busca empreitada pelo espírito por Humanidade.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Trazendo vida
a este 
que parecia
morto!


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Blog Das Exposições

Pessoal!!!

Entrem no blog da exposição dos movimentos artisticos do 1° ano Artes Visuais!!!
o endereço é:

http://artesexposicoes.blogspot.com/

E o pessoal que ainda não me mando os relatórios e as fotos da exposição, por favor, me mandem, meu e-mail é:
valeria.kaminski@gmail.com

Beiijoo me liga!!
xD
shauSAHUahusAHAUS

quinta-feira, 26 de novembro de 2009



Olá meus caros segue o link para o blog Revista Impressionismo, onde é possível fazer o download da revista e avaliá-la:




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Trabalho sobre Neoclassicismo...

Olá galera...
Eu e a Simone estamos fazendo um site sobre Neoclassicismo... entrem para conhecer no link abaixo:

Até a próxima

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sugestão

video

"Para as pessoas que inventaram as suas próprias leis quando sabem ter razão;
para as que têm um prazer especial em fazer coisas bem feitas, nem que seja só para elas;
para as que sabem que a vida é algo mais do que aquilo que os nossos olhos vêem
...FERNÃO CAPELO GAIVOTA É UMA HISTÓRIA COM SENTIDO.
Para todas as outras, ela será na mesma uma aventura sobre a liberdade e o voo para além dos limites provisórios."
(contra-capa do livro "A história de Fernão Capelo Gaivota",título original " Jonathan Livingston Seagull - a story." Richard Bach:1970)
Meus caros, vale conferir, considero este filme uma bela distração.
Uma grande mensagem com belas imagens regadas ao som da boa música de Neil Diamond.
O livro embora muito bom, de fácil e agradável leitura, não tem cor, movimento nem música!

ocitnetua reS

Neste 21 de setembro, durante a aula a professora falou sobre a "pessoa esquisita" para os padrões da sociedade e as relações virtuais via internet. Um autor curitibano chamado Arthur Virmond de Lacerda Neto escreveu, no seu livro ("Provocações Ensaios inteligentes, polêmicos, surpreendentes, comoventes, etc. Editora Vila do Príncipe, 2004)" e continua a escrever no seu site (http://arthurdelacerda.spaces.live.com/) algo sobre o comportamento humano, a autencidade das pessoas e os padrões considerados normais pela sociedade. Segue um trecho do texto intitulado "Homens de livros. Littré":

"Cada ser humano corresponde a um mundo próprio, constituído por interesses individuais, inclinações, anseios, perspectivas, sensibilidade, sentimentos, reações, atividade, valores de cada qual. A combinação destas características nas mais variadas proporções, associada com as circunstâncias em que se desenvolve a vida de cada pessoa, singulariza-a em face das demais.
A medida desta singularidade varia, conforme entre os indivíduos haja coincidências, em proporção maior ou menor, entre cada um e dos demais. Há pessoas semelhantes entre si, em que, observada uma, é como se se houvessem observado várias, por repetirem-se umas às outras. Em alguma medida, todas as pessoas, sem exceção, se encontram sob imitação recíproca: viver em sociedade implica em uma certa homogeneidade na maneira de ser.
Em algumas pessoas, contudo,o grau da imitação em face do de autenticidade, é menor: há pessoas mais autênticas, em que o componente de originalidade individual excede o da imitação, o que as diferencia em comparação com os demais, em certos aspectos, ao menos.
Nisto radica, talvez mais do que em qualquer outra particularidade, a diferença entre o vulgo e quem se acha acima e fora dele: enquanto o comum dos homens pauta-se pelos padrões de interesse, de sentimento, de entendimento, de atividade, disseminados pela sociedade, diferença do vulgo e a ele sobreleva quem apresenta um conteúdo humano mais sofisticado, interesses mais profundos, exige de si próprio mais do que os outros, apresenta um rendimento pessoal maior.
Há vida vulgar e vida excelsa, como as distinguiu Ortega y Gasset; há homens-massa, que repetem em si um tipo humano genérico e sentem-se confortavelmente instalados na vida por se identificarem com os demais. Há, por outro lado, os homens seletos: antes de tudo, diferem dos demais, com quem não coincidem, em alguma medida e que, espontânea ou sistematicamente, conferem às suas pessoas um conteúdo e atribuem às suas vidas um sentido de elevação que as torna invulgares.
É o caso dos homens de letras, daqueles cuja delícia existencial radica no convívio com os livros, do lê-los ao redigí-los.Literatos, eruditos, historiadores, filósofos, poetas, intelectuais, leitores assíduos de livros, são pessoas em cujo mundo se encontra, inerentemente, o livro, como companhia e como índice de um verdadeiro estado de espírito: o dos interesses culturais superiores aos do vulgo."
Lacerda, no livro já citado, também diz que o "Homem Autêntico" é muitas vezes tachado pela sociedade de "esquisito".

(Na fotografia de Telma Elita Divardim quem está subindo na árvore é quem vos escreve.)