domingo, 3 de maio de 2009

MUSEU EGÍPCIO DO CAIRO

O Museu Egípcio do Cairo é um dos mais fantásticos museus no mundo inteiro. É um grande edifício onde se exibem os tesouros da História egípcia antiga, dando-nos as evidências da maravilhosa capacidade mental e habilidade artística do Homem Egípcio antigo. A Expedição Francesa trouxe mais de 165 eruditos e cientistas em todas as especialidades para estudarem todos os aspectos da vida egípcia; a geografia, zoologia, geologia, história, religião, tradições, leis etc. Os monumentos egípcios antigos foram o maior campo de estudo e pesquisa para alguns desses historiadores e eruditos. Uns anos mais tarde, um episódio histórico normal, orientou a uma grande descoberta; o deciframento dos segredos da História Egípcia Antiga. O descobrimento de uma pedra preta conhecida como “A pedra de Rosetta” resultou, logo, no deciframento da Língua Egípcia Antiga, um acontecimento crucial na História da humanidade, e assim as escrituras gravadas nas paredes dos templos e os túmulos nos forneceram grandes dados sobre a história, civilização, religião e arte no antigo Egito. No século XIX começou a aparecer na Europa em geral e na França em particular uma nova ciência chamada de “Egiptologia” o que levou a um fervor entre os estudiosos de Europa. E, no entanto, historiadores, arqueólogos, aventureiros e migratórios e caçadores de tesouros vieram para o Egito encantados pela sua história e cultura, começaram a escavar em sítios diferentes do território, e obviamente uns deles careciam da honestidade científica necessária, por isso havia roubos de monumentos e objetos e por imediato surgiu um grande mercado de Antiguidades Egípcias na Europa, e simultaneamente havia naquela altura do século XIX um desconhecimento do valor verdadeiro dos monumentos do patrimônio por parte dos egípcios nativos. Nem o governo nem o povo sabiam o valor autêntico desses objetos achados e antiguidades maravilhosas. Por tanto havia uma tolerância acompanhada por ignorância. E como não havia controlo sobre este setor cultural as antiguidades e os objetos egípcios eram sujeitos ao roubo, tráfico, contrabando e, desleixo descuidado por quase 50 anos até os finais do reinado do governador Mohamad Ali (1805-1849), o pioneiro da modernização do Egito, que mandou conservar os monumentos e objetos descobertos num edifício dentro da cidade de Saladino no Cairo, proibindo o tráfico dos monumentos fora do país. Graças a Mariette Pacha (1821-1881) o percursor egiptólogo francês quem estabeleceu o Serviço das Antiguidades Egípcias pela primeira vez. Em 1857 Mariette fundou o primeiro museu verdadeiro no bairro de “Bulaq” no Cairo. Foi, de fato, um pequeno edifício que constava de quatro quartos em que se expuseram os objetos e antiguidades egípcias achadas. Logo, esse museu foi afetado pela cheia do rio Nilo, por isso os objetos foram transferidos a um anexo de um palácio real do governador egípcio Ismael na cidade de Guiza. O atual Museu Egípcio do Cairo foi um fruto de grandes esforços e boa vontade para conservar o patrimônio egípcio antigo. Anunciou-se um concurso internacional entre as empresas européias no final do século XIX para construir um museu, e ganhou o concurso uma empresa da Bélgica, por isso o desenho da fachada do museu, infelizmente, não é egípcia, mas foi decorado segundo o estilo Greco-romano. O desenho do museu foi realizado pelo arquiteto francês Marcel Dourgnon segundo o modelo neoclássico. Em 1897 as obras de construção começaram e terminaram em 1901, mas apenas a 15 de novembro de 1902 o museu foi inaugurado oficialmente durante o reinado do governador do Egito Abass Helmi (1892-1914).
O Museu Egípcio situa-se atualmente na praça do Tahrir (centro da cidade do Cairo) perto da margem oriental do rio Nilo (o corniche). É um edifício imenso de cor encarnada com um pátio externo vasto. O museu tem uma cafeteria e umas livrarias que vendem prendas, postais, slides, mapas, guias e livros de história e arte egípcia. No pátio do museu, em frente do portal interno há três bandeiras, a primeira é a Bandeira Nacional, a segunda representa o Ministério de Cultura, e a terceira pertence ao Supremo Conselho das Antiguidades Egípcias. Lá, na parte superior da fachada se inscreve duas datas, a primeira é 1897, que se refere à data do início das obras de construção, enquanto a segunda é 1901, indica o fim das obras, porém o museu foi inaugurado em 1902. Há também duas letras iniciais ao lado direito e ao lado esquerdo do nome do governador que reinava o Egito de 1892 a 1914, são as letras “A” e “H” que indicam sucessivamente o nome de Abbas Helmi. No centro da fachada encontra-se a cabeça da deusa importantíssima segundo as crenças egípcias antigas, a deusa Hathor que foi considerada uma das mais famosas e antigas deusas egípcias. Era a deusa quem amamentava o deus Hórus quando era bebê durante a ausência da sua mãe Isis segundo os acontecimentos da lenda de Osíris. Hathor era a deusa do amor, alegria, música e maternidade. Era figurada fundamentalmente em três formas; a primeira como uma vaca inteiramente, a segunda numa forma hibrida com corpo de mulher e cabeça de vaca, e a terceira forma é uma mulher, mas com dois chifres de vaca em cima da cabeça e o disco solar entre eles. Na fachada, encontra-se a cabeça de Hathor, esta representada com cara de mulher, dois chifres com o disco solar. Aos dois lados, à direita e à esquerda há uma representação da deusa celebre Isis, a esposa de Osíris, e mãe de Hórus. Isis foi uma das divindades fundamentais que desempenhou um grande papel na Teologia Egípcia Antiga. Isis foi a deusa da maternidade, fidelidade, e magia. Aqui Isis está figurada numa forma Greco-romana e não egípcia tradicional devido ao estilo da sua peruca e também o seu vestido com nó que é romano. Além disso, a fachada foi decorada segundo o estilo Greco-romano devido à existência de duas colunas iônicas, pois este tipo de colunas apenas apareceu na Época Greco-romana. Também se encontram nomes de reis egípcios antigos escritos dentro de medalhões. No jardim do museu, uns monumentos estão espalhados aqui e ali, a maioria deles data do período do Novo Reino ( 1570-1080 a. C aprox.). Ao oeste extremo do pátio encontra-se um cenotáfio, ou um túmulo simbólico construído em homenagem da memória da figura celébre o egiptólogo francês Mariette Pasha, que nasceu em 1821 e faleceu em 1881. É, de fato, um cenotáfio de mármore, comemorando esta figura celebre quem lhe surgiu à idéia da função do museu que abriga e exibe os objetos achados. Ele desejou estar sepultado neste lugar, mesmo parecendo que o cenotáfio seja apenas simbólico. O cenotáfio está rodeado de bustos de uns egiptólogos famosos como Champollião, Mariette, Selim Hassan, Labibi Habashi, Kamal Selim etc. No centro do pátio encontra-se uma fonte cheia de duas espécies de plantas; o Papiro e o lótus. O papiro era o símbolo do Baixo - Egito (O norte), enquanto o lótus era o símbolo do Alto - Egito (O sul). O papiro encontra-se nos pântanos da região do Delta no norte do Egito. É uma planta que precisa de grande quantidade de água e mede quase 2 m. de altura. No Egito Antigo os papiros eram usados para fazer papel para escrever, sandálias, e barcas etc. Enquanto o lótus se encontrava no sul do país, e havia duas espécies; o lótus azul e o lótus branco durante a Época Egípcia Antiga. Sabemos também que os romanos introduziram uma terceira espécie da Ásia. A flor de Lótus foi o símbolo da ressurreição, e além do papiro, o Lótus deu inspiração aos arquitetos antigos para decorar as colunas e capitéis.

Na realidade, o Museu Egípcio do Cairo é um dos mais enormes museus em todo o mundo em termos de quantidade de objetos expostos e aqueles que ainda estão depositados, pois - de acordo com uma estimativa, o museu possui cerca de 120.000 objetos expostos, enquanto há mais de 100.000 objetos conservados nos armazéns. A exibição dos objetos é organizada em dois andares segundo uma ordem cronológica, correspondendo com a direção do relógio, iniciando-se a partir do Período Pré-dinástico, logo, a Época Arcaica, passando pelo Antigo Reino, o Médio Reino, o Novo Reino, o Período Tardio e termina pelo início da Época Grega no Egito. O segundo andar é dedicado, fundamentalmente, para exibir a coleção de Tutankhamón, os objetos do túmulo do casal Yoya e Tuya e a Sala das Múmias. Aos dois lados diante da entrada do museu há duas esfinges que dão ao visitante uma impressão especial como se estiver entrando um templo egípcio.

OBJETOS DO MUSEU:
Sobre os objetos que chamaram mais minha atenção no museu Egípcio de Cairo estão os Objetos da Coleção de Tutankhamón. O túmulo de Tutankhamon foi descoberto no Vale dos Reis por Howard Carter em 1922. O jovem rei morrera aos dezoitos anos de idade e o magnífico mobiliário do túmulo nos diz que provavelmente todos os túmulos de faraós eram igualmente mobiliados. Felizmente os ladrões de túmulos não tiveram êxito com este do jovem faraó. A Dinastia, e seu sarcófago permaneceram em segurança por mais de três mil anos.


O túmulo estava muito bem fechado na rocha. No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados, um dentro do outro. No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzita amarela com uma tampa de granito róseo. Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos. Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro. Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon. Sobre o ataúde havia uma coroa de flores que ainda conservava todo seu colorido. E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus.
Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, cetros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro. As paredes e os tetos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris.
As coloridas inscrições apresentam grande beleza. Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas. O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu. Cada objeto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefatos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.
Um desses objetos fantásticos é o trono de ouro de Tutankhamón. É a cadeira mais maravilhosa entre seis cadeiras fabulosas encontradas no túmulo do rei Tutankhamon no Vale dos Reis em Luxor. Foi achada na sala conhecida como a antecâmara do túmulo do rei. É de madeira revestida de lâminas de ouro, e ornamentada com pedras preciosas e semipreciosas juntamente com pedaços de vidro policromados. Os braços do trono tomam a forma de duas serpentes que levam a coroa dupla protegendo os cartuchos do rei. As patas frontais do trono têm forma de duas cabeças de leão como um sinal de poder e proteção, provavelmente estas duas partes fossem feitas separadas e logo foram compostas ao corpo do trono. Entre as patas do trono havia o sinal de Sama-Taway, ou seja, o sinal da unificação das duas partes do Egipto pela união do papiro e o lótus, mas infelizmente está quebrado atualmente. A cena principal do trono mostra um friso de cobras, e por cima, no centro, o deus Atón está representado pelo disco solar, estendendo os raios que terminam por mãos, dando o sinal da vida Ankh ao rei e ao casal real. Tutankhamón está sentado comodamente num trono com coxins, está representado com uma peruca azul feita de vidro, rodeada da cobra que protege a frente do rei. Sobre a peruca encontra-se uma coroa composta.


O rei veste uma saia prateada com um cinto central enquanto os seus pés estão pisando sobre um pedestal decorado de figuras núbias e asiáticas. Em frente do rei a rainha está figurada de pé tocando com uma mão o ombro do rei como um sinal de ternura e amor ou está untando o ombro do esposo com ungüento perfumado. E coma outra mão está a assegurar uma jarra pequena de ungüento. A rainha Ankhesenpa está representada com uma peruca comprida feita de vidro azul, a sua frente está protegida pela cobra sagrada, levando um diadema decorado de cobras e rodeado do disco solar com duas plumas altas e dois chifres. Ela leva um vestido, recoberto de prata e pedras semipreciosas. É curioso que o casal real está representado calçado de um só par de sandálias, provavelmente era um sinal de união entre os dois, mas também pode ser que havia dois pares de sandálias, mas as sandálias exteriores foram partidas por uma razão ou outra. O pedestal localizado em frente do trono é de madeira gessada e dourada, e incrustada de faiança e pedras azuis. O pedestal está ornamentado com o sinal de Neb e rekhyt. Também há uma representação dos inimigos tradicionais do rei do Egito naquela época; os asiáticos e os núbios, isto significa que os inimigos do Egito estavam submissos ao poder do rei. Nas costas do trono encontram-se quatro cobras com o disco solar como um sinal de proteção. Existem também três colunas de inscrição em Hieróglifos, duas dedicadas ao rei e uma dedicada à rainha que indicam os seus nomes e títulos reais.

MUSEU PAULISTA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (IPIRANGA)

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, conhecido como Museu do Ipiranga, é um museu brasileiro localizado na cidade de São Paulo, sendo parte do conjunto arquitetônico do Parque da Independência. É o mais importante museu da Universidade de São Paulo e um dos mais visitados da capital paulista.
Construído em cinco anos, de 1885 a 1890, o prédio do Museu Paulista da Universidade de São Paulo foi projetado pelo engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio e, desde o início do século, é reconhecido como “lugar de memória nacional”. A construção em estilo renascentista, técnica empregada foi basicamente a da
alvenaria de tijolos cerâmicos, uma novidade para a época (a cidade ainda estava acostumada a construir com taipa de pilão).


Museu doIpiranga em
1902
Foto de Guilherme Gaensly








Museu do Ipiranga atualmente
Foto por Silvio Tanaka

Reúne um acervo de mais de 200 mil peças entre utensílios domésticos e de uso pessoal, objetos provenientes de escavações arqueológicas, de instituições e corporações; instrumentos de trabalho, armas, veículos, numismática, filatelia, esculturas, pinturas, gravuras, fotografias, cartografia, manuscritos e impressos. Pela excentricidade, chamam à atenção dos visitantes as carruagens do século XVIII, as mechas de cabelo da Marquesa de Santos, as armaduras, armas, trajes de gala e vestidos de festas, além de uma maquete da bucólica São Paulo antiga, datada de 1841. O acervo do Museu Paulista tem sua origem em uma coleção particular reunida pelo coronel Joaquim Sertório, que em 1890, foi adquirida pelo Conselheiro Francisco de Paula Mayrink, que a doou, juntamente com objetos da coleção Pessanha, ao Governo do Estado. Em 1891, o presidente do Estado, Américo Brasiliense de Almeida Melo, deu a Albert Löfgren a incumbência de organizar esse acervo, designando-o diretor do recém-criado Museu do Estado. As coleções, ao longo dos mais de cem anos do museu, sofreram uma série de modificações com o desmembramento de parte de seus acervos e incorporações. O acervo do museu se encontra tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Hoje, o visitante que for ao Ipiranga se deparará com exposições sobre a imigração japonesa para o Brasil, sobre a construção do mito dos bandeirantes, etc. Mas verá também obras clássicas como o famoso quadro do Grito, o qual ocupa o salão nobre do museu. Além das áreas de exposição pública, o Museu é um centro de excelência nas áreas deArqueologia, Etnologia, Geografia e História. Seus estudos estão voltados para a formação da sociedade brasileira, do século XV até meados do atual, com predominância do período 1850/1950. Possui uma biblioteca com 70 mil livros, alguns raros exemplares de cunho histórico e um setor de Publicações e Vendas. A ala mais procurada é o Salão Nobre, onde está o quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo de 1888. Além das mostras permanentes e temporárias, oferece cursos, seminários e estágios em áreas educacionais. O projeto arquitetônico de Gaudenzio é de 1882 e a proposta inicial era “marcar” para a posteridade o lugar onde ocorrera, em 1822, o Grito da Independência (embora haja controvérsias sobre a localização exata). Nota curiosa é que, na construção do conjunto, uma gigantesca movimentação de terra foi realizada para que a colina ficasse mais clara e o edifício do museu restasse majestoso no seu topo. A topografia da área era bastante diferente do que se vê hoje.

A escadaria do museu tem um imenso valor simbólico ao povo paulista. A escadaria propriamente dita representa o
Rio Tietê, que foi o ponto de partida dos Bandeirantes rumo ao interior do país. E no corrimão estão colocados esferas com águas dos rios desbravados pelos paulistas entre os séculos XVI e XVIII, como por exemplo o Rio Paraná, Rio Paranapanema, Rio Uruguai e o Rio Amazonas. Nas paredes do ambiente estão estátuas dos heróis bandeirantes, como Borba Gato e Anhangüera com as regiões por onde eles passaram mais notoriamente, que se localizam nos atuais estados desde o Rio Grande do Sul até o Amazonas. Sendo precedida pelas duas estátuas maiores no salão principal dos dois principais bandeirantes, Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Paes. E ao centro representado D. Pedro I, como herói da Independência. Junto as estátuas existem pinturas representando a participação paulista em diversos momentos da história brasileira, como o ciclo da caça ao índio, o ciclo do ouro e a conquista do amazonas. Acima existem nomes de cidades e seus respectivos fundadores paulistas pelo Brasil, como Brás Cubas e Santos. E no teto pinturas de paulistas importantes na história do país, como o patriarca da independência José Bonifácio. O edifício, com seus 62 salões, ocupam uma área de 6.400 metros quadrados. Está localizado dentro do Parque da Independência, uma área aberta de 16,1 hectares na principal entrada do bairro do Ipiranga, entre a avenida D. Pedro e Rua Padre Marchett, limitada a leste pelo rio Tamanduateí e a oeste pelo Riacho do Ipiranga. Nesta área, outros importantes marcos históricos como o Monumento da Independência (inaugurado em 1922 para saudar o centenário da Independência), a Casa do Grito uma casinha de taipa que fica na lateral do Parque da Independência nunca foi contemporânea da proclamação da independência, mas, pelo fato de estar no famoso quadro de Pedro Américo, acabou entrando para a história. Também dela há uma exposição bacana. Em frente ao edifício - que jamais foi, como pensam alguns, residência de ninguém, muito menos do imperador Pedro I - há um imenso jardim a moda francesa, com fontes e chafarizes, que se estende por toda a colina e culmina às margens do riacho Ipiranga no monumento à Independência. Debaixo do monumento há a cripta onde estão os restos mortais de Pedro I, e também uma exposição interessantíssima sobre a construção do monumento e do edifício do museu.

Fonte do Jardim
OBRA DO MUSEU:

"INDEPENDÊNCIA OU MORTE" ou "O Grito do Ipiranga" de Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888). O quadro feito em 1888, atualmente no salão nobre do Museu Paulista da USP, é a principal obra do museu e a mais divulgada de Pedro Américo. O nome original dessa tela é "Independência ou Morte", mas ficou conhecida como "O Grito do Ipiranga". A tela mede 7,60 x 4,15 m, tratando-se de uma tela retangular que representa a cena de Dom Pedro I proclamando a independência do Brasil. Na tela também aparecem: -à direita e à frente do grupo principal, em semicírculo, estão os cavaleiros da comitiva; -à esquerda, e em oposição aos cavaleiros,
está um longo carro de boi guiado por um homem do campo que olha a cena curiosamente. -Essa obra foi encomendada pelo governo imperial e pela comissão de construção do monumento do Ipiranga, antes que o Museu do Ipiranga existisse, e foi completado em Florença em 1888. O artista se preocupava em estudar todos os detalhes de seus quadros, como roupas, armas e os tipos físicos das pessoas. Para a produção deste quadro, ele se dirigia freqüentemente ao bairro do Ipiranga para conhecer-lhe a luz, a topografia e outros aspectos.
Algumas curiosidades sobre a obra:
Enquanto a independência do Brasil foi proclamada em 1822, Pedro Américo só foi terminar de pintar o quadro em 1888, em Florença, na Itália. A comissão de Dom Pedro não era tão grande como pinta o quadro. Dom Pedro não estava montado num imponente cavalo. Para viagens longas os animais usados eram jumentos e mulas. Nem dom Pedro nem a comitiva que o acompanhava, vestiam os uniformes de gala que estão na foto.

Museu do Louvre

Uma das maravilhas do mundo das artes.


O Louvre é o maior museu de arte ocidental. Sistematiza coleções de sucessivos monarcas da França conforme divisão historicista recentemente reformada. Situa-se em um edifício simbólico de Paris, cuja construção foi iniciada por Felipe Augusto, no século 13. Sobreviveu ao período revolucionário, foi agrandado por imperadores e hoje recebe, comodamente, o público multitudinário do século 21.
A torre original do castelo fortificado ainda pode ser adivinhada nas ruínas subterrâneas, abertas à visitação. Desde sempre, entre tais muros se guardaram tesouros. Conforme cresciam os reis Capetos e se unificavam os domínios francos, maiores eram os estoques de preciosidades.
Porém o colecionismo de arte começou com o renascentista Francisco 1º. O monarca ganhou 24 estátuas e vários bustos, que foram alojados em outra residência, a de Fontainebleau.
Foi lá também que os regentes franceses ganharam o gosto italiano pelas reinterpretações modernas dos cânones de beleza antiga: em Fontainebleau situa-se a primeira galeria francesa, de 1528, um tipo de cômodo que havia sido recentemente criado em Roma para acolher coleções arqueológicas latinas mescladas a obras do século 15 e 16. Desde então, acumularam-se em gabinetes riquezas de culturas tidas clássicas, como a mesopotâmica, a egípcia, a grega, a etrusca, a romana.
Assim, as peças arqueológicas começaram a ser agrupadas no Louvre para funcionar em coordenação com os ateliês dos artistas pagos pelo rei, pois a cópia dos antigos era requisito entre artistas educados, como apreciamos nos quadros de Poussin (1594-1665).
Tais pintores, escultores, artesãos e tapeceiros do Estado alojavam-se sob a Grande Galeria (1595) que margeia o rio, e seu agrupamento deu origem à Academia Francesa de Belas-Artes.
O esclarecimento dos reis franceses exprimiu-se na reforma de Luís 14: a antiga fortificação à beira do Sena cedeu lugar a um edifício quadrado, com grandes colunatas externas no piano nobile, ainda visíveis da praça do Louvre.
Durante o século 18, houve pressões para a abertura do acervo régio ao público. A Academia já mantinha no Louvre uma bienal de arte desde 1699.
Mas apenas com a Revolução Francesa as coleções reais foram exibidas em conjunto, com a transformação do Louvre em Museu da República, em 1793.
O século 19 adicionou alas ao palácio. Alguns locais mantêm a decoração dos tempos de Napoleão 3º. Através das janelas cobertas de rendas, entrevemos o jardim das Tulherias como uma paisagem dos impressionistas, cujos quadros encerram o desfile das idades representadas ali.

Um passeio pelo Museu do Louvre é parada obrigatória de quem vai à Paris. É um recanto que agrada tanto aos amantes da arte como às pessoas comuns que, depois de um dia passeando pelo museu torna-se um apaixonado por arte.



O museu é grandioso e une o antigo ao moderno e contemporâneo. Ao começar pela sua entrada pela Pirâmide com 21 metros de altura e 200 toneladas de vidro e vigas.Existe um robô, preparado para este fim, que se encarrega de efetuar a limpeza da pirâmide semanalmente. O prédio foi construído entre 1852 e 1857, durante Napoleão III, sendo de 1871 a 1989 o Ministério da Fazenda.




Quando se chega ao museu logo na entrada é fornecido um mapa (existe em várias línguas) para nos direcionarmos dentro do museu. Os visitantes podem seguir por três direções: Sully, Richelieu e Denon. Estas três regiões correspondem as três alas do edifício e levam os nomes de três grandes funcionários do estado: Sully (ministro da fazenda de Henry IV), Richelieu (ministro de Luis XIII) e Denon (primeiro ministro do museu central de arte durante Napoleão I. Existem também 04 níveis ( subterrâneo e do primeiro ao terceiro andar) e o mapa contém as sessões dentro do museu divididas em Antiguidades Orientais, Egípcias , Gregas, Romanas, esculturas e Louvre medieval..
Milhares de visitantes passam todos os dias e não conseguem deixar de admirar o quadro tão enigmático, onde a protagonista possue em seus lábios aquele famoso sorriso de indefinível tristeza onde temos a impressão que sua expressão muda constantemente. A modelo ficou muito tempo no mais absoluto mistério, porém , atualmente acredita-se que se trata de Lisa Gherardini, proveniente de uma família rica de mercadores e era casada com Francesco Giocondo.



Em um dia , com um bom planejamento você poderá conhecer as principais obras do museu.O endereço oficial do museu do Louvre é http://www.louvre.fr,onde você poderá fazer uma visita virtual em francês, inglês ou espanhol e poderá também adquirir ingressos para entrada no museu antecipadamente,assim como consultar o mapa do museu e a fotografia de algumas obras.



Em 2004 o Louvre iniciou um programa de expansão extra-muros, a fim de aliviar o excesso de obras depositadas no complexo principal, abrindo então alguns museus-satélite. As cidades escolhidas foram Lens, para onde está prevista a instalação de cerca de 600 obras, e em 2007 foi selecionada Abu-Dabi, nos Emirados rabes que deve inaugurar a sua sucursal do Louvre em 2012em troca de 1,3 bilhões de dólares americanos, recebendo de 200 a 300 obras de arte do Louvre e de outros museus franceses em caráter rotativo .


Contatos e Funcionamento:
Cour Napoléon, s/nº. Funciona às segundas, às sextas, aos sábados e domingos, das 9h às 18h45; e às quartas e às quintas, das 9h às 21h45; fecha às terças. Ingressos: a partir de 6; tel.: 00/ xx/33/1/4020-5317

Arte Yoruba

Museu Nacional de Belas Artes


"A coleção de Arte Africana reúne testemunhos da produção visual africana, proporcionando o conhecimento da atuação do afro-negro no Brasil. As 111 obras têm individualmente valor próprio servindo de importante apoio, que conduzirá a informações relevantes para entendimentos mais elaborados a respeito da produção material africana e, por conseguinte, a produção afro-brasileira."

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Esculturas do Museu de Cera Madame Tussauds

Museu Madame Tussauds é um famoso museu de figuras de cera. Possui a maior coleção de figuras de celebridades. A sede principal do museu está em Londres, mas também existem 7 filiais em, em Paris, Nova York, Hong Kong, Las Vegas, Amsterdam, Hollywood e Berlim (aberto em 4 de Julho de 2008).

Visitando o museu, você poderá “conhecer” Hitler, Kennedy, Einstein, Beatles, e muitos outros. A Perfeição é incrível.

Um pouco de história sobre esse curioso museu...

Marie Grosholtz nasceu em Strasbourg, França, em 1761. Seu pai, um soldado que lutou na Guerra dos Sete Anos (Grã-Bretanha e Prússia contra Áustria, França e Rússia) faleceu dois meses antes do nascimento da filha. Durante os primeiros cinco anos de vida, Marie viveu em Berna com a sua mãe, que trabalhava como governanta na casa de Philipe Curtius, um médico com extrema habilidade em esculpir em cera partes anatômicas do corpo humano. Quando o doutor Curtius mudou-se para Paris, levou consigo Marie e sua mãe, introduzindo-as a um mundo criativa e politicamente fascinante. O médico ensinou a Marie as técnicas de modelagem em cera. E rapidamente lhe foi permitido modelar personalidades da época como François Voltaire e o americano Benjamim Franklin. A exposição do doutor Curtius era tão famosa que passou a ser financiada pela Família Real Francesa. Tão logo o talento e a habilidade de Marie tornaram-se conhecidos ela foi convidada - aos dezenove anos - a ser tutora da irmã do Rei Luis XVI. Em 1789, o doutor Curtius chamou-a de volta a Paris. A capital era o centro caótico da sangrenta Revolução Francesa. Marie e sua mãe foram presas e compartilharam a mesma cela de Josephine de Beauhamais, que mais tarde viria a desposar Napoleão Bonaparte. Entretanto, Marie foi encarregada de preparar máscaras de cera utilizando como molde as cabeças dos prisioneiros que haviam sido guilhotinados. Entre estes figuravam Maria Antonieta, Luis XVI e Jean Paul Marat (o filósofo revolucionário morto por Charlotte Corday). Em 1794, o doutor Curtius faleceu e deixou para Marie toda sua coleção de cera. Marie continuou seu trabalho até praticamente sua morte. Dedicou seus últimos anos à sua própria escultura em cera. Em abril de 1850, aos 89 anos, Marie Tussaud - grande mulher do século XIX - sucumbiu. Em 1835 finalmente a coleção de Marie Tussaud se estabeleceu em Londres, próximo ao local onde hoje se encontra o Madame Tussaud’s Museum.

Coloco aqui algumas das esculturas de cera... para vocês ficarem com vontade de ir conhecer esse curiosíssimo museu, que está espalhado pelo mundo...




















E agora para aguçar mais a vontade de ir a esse Museu muito diferente. Deixo um vídeo que mostra bem as esculturas no seu tamanho real. Mas não liguem por que este vídeo é amador... e tem outros personagens nele...hehe...mas vale a pena dar uma olhada...

Link...

http://www.youtube.com/watch?v=CeNdrGm40Z0

Museu de Qatar

Com mais de 800 peças e cerca de 35 mil metros quadrados de área, foi inaugurado neste sábado (22), em Doha, no Catar, o maior museu de arte islâmica do mundo, em cerimônia com fogos de artifício, segundo a agência oficial de notícias "QNA".

O edifício abriga uma coleção de mais de 800 peças procedentes da Europa, Ásia e o Oriente Médio, muitas das quais se expõem pela primeira vez. A rede de televisão "Al Jazira" mostrou imagens da cerimônia de inauguração que esteve ambientada com um castelo de fogos de artifício.

O museu, de cinco plantas e uma superfície de 35.535 metros quadrados, foi desenhado pelo arquiteto chinês naturalizado americano Ieoh Ming Pei, vencedor do prêmio Pritzker em 1983.

A construção, que tem forma cúbica, mistura elementos islâmicos e ocidentais, e está inspirada na fonte para efetuar as lavagens antes de rezar que se encontra na mesquita de Ibn Tulum, do século 9, no Cairo.

Durante a próxima semana, uma série de atos para celebrará a inauguração do museu, que será aberto ao público em 1º de dezembro.



Foto: Karim Jaafar/AFP
Inauguração dp Museu de Arte Islâmica de Doha neste sábado (22) reúne cerca de mil convidados (Foto: Karim Jaafar/AFP)



Foto: Karim Jaafar/AFP
Visitantes circulam pelo Museu de Arte Islâmica de Doha, inaugurado neste sábado (22) (Foto: Karim Jaafar/AFP)



Foto: Karim Jaafar/AFP
Rico em pretóleo, mas sem grandes sítios arqueológicos, o Qatar investe na compra de relíquias e obras de arte para enriquecer seus museus (Foto: Karim Jaafar/AFP)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Museu de Arte de Macau






Museu de Arte de Macau

Para realizar esta pesquisa, foi utilizado o recurso tecnológico da Internet, pois é um meio virtual que possui um vasto contingente de informações.
“Um museu deveria ser um espaço em que o visitante sonolento fosse intimado a reagir em contato com obras sublimes.” Pierre Bourdieu questiona em seu livro “O amor pela arte: os museus de arte na Europa e seu público” o acesso aos bens culturais que estão por toda a parte e a nossa disposição que são os museus. Ele dia que o museu é parte integrante de nossos costumes, de nossas crenças. Mas Bourdieu ressalta que a cultura não é um privilégio natural, mas que seria necessário e bastaria que todos a possuíssem os meios para dela tomarem posse para que pertencesse a todos. Essa necessidade cultural é produto da ação da escola, pois a escola atua em indivíduos que possuem uma estrutura familiar, noções de competência artística, ele envolve indivíduos com certa iniciação cultural.
O museu escolhido foi inaugurado em 18 de Abril de 1998, o Museu de Macau fica na Fortaleza do Monte, local de grande significado histórico construído pelos Jesuítas no início de século XVII. Junto à Fortaleza estavam a Igreja e o Colégio de S. Paulo (ou da Madre de Deus), a primeira universidade de tipo ocidental do Extremo Oriente.
Por meio de réplicas e painéis explicativos, o Museu de Macau mostra o percurso histórico e as tradições das diversas comunidades que habitam na cidade desde há séculos. O Museu de Macau desenvolve-se em três patamares:
Gênese de Macau - O 1o piso narra, de forma sucinta e comparativa, o estado das civilizações européia e chinesa antes da chegada de Jorge Álvares ao Delta do Rio das Pérolas (1513), bem como o período do encontro e do importante intercâmbio comercial, religioso e cultural que passou a desenvolver-se ao longo dos séculos.
Artes Populares e Tradições de Macau - O 2o é dedicado à Arte Popular e às Tradições. Quem reparar com atenção nos passatempos, rotinas diárias, ritos e celebrações, notará as diferenças entre as comunidades que aqui têm convivido harmoniosamente, e a miscigenação cultural que se foi operando ao longo do tempo e torna tão rica quanto especial a maneira de viver em Macau.
Macau Contemporâneo - O 3o piso mostra diversos aspectos da atualidade. Um dos espaços é reservado à forma como Macau tem sido retratado por artistas, com destaque para Camões e Camilo Peçanha. Este circuito cultural termina com os símbolos da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China.
A saída do Museu é feita pela Fortaleza, donde pode apreciar-se um bonito panorama da cidade.
O Museu de Arte de Macau situa-se no complexo do Centro Cultural de Macau e está sob a tutela do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. Tem uma superfície total de 10.192 metros quadrados, dos quais 4.000 são galerias de exposição. É o maior espaço da Região Administrativa e Especial de Macau dedicado à promoção das artes plásticas.
Integrado numa cidade de características históricas asiáticas e ocidentais, o Museu procura dar voz a essa diversidade, exibindo obras de arte tradicional chinesa, a par de obras capazes de evidenciar as tendências artísticas ocidentais.
O Museu é detentor de um vasto espólio, herdado do antigo Museu Luís de Camões e posteriormente enriquecido com novas aquisições. Particular destaque merecem os achados das escavações de Hác Sá, as cerâmicas de Shiwan , as caligrafias, pinturas e sinetes de Guangdong das dinastias Ming e Qing, os quadros históricos, produzidos em Macau e zonas vizinhas no século XIX e as obras de arte contemporânea (sobretudo pintura, cartazes e fotografia). No seu conjunto, o espólio do Museu de Arte de Macau reflete a história, a cultura e o desenvolvimento das artes plásticas nesta cidade.
O edifício do Museu tem cinco andares e cinco galerias. A Galeria de Caligrafia e Pintura Chinesa e a Galeria de Cerâmica Chinesa situam-se no 4º andar, onde está em exposição permanente uma das mais extensas e valiosas coleções de cerâmicas de Shiwan, entre as quais se destacam, num conjunto de mais de 300 peças, as representações de personagens da cultura chinesa. A Galeria de Pintura Histórica, no terceiro piso, exibe os quadros históricos (China Trade) e pinturas e gravuras de artistas ocidentais que visitaram e retrataram várias das cidades do Sul da China, bem como cenas do quotidiano de Macau. Destacam-se as obras do pintor inglês George Chinnery e do seu discípulo chinês Lam Kua. No segundo piso existe uma ampla sala de exposições, além de outras de menor dimensão situadas no 1º andar.
Para além das exposições permanentes, o Museu realiza exposições temporárias e promove intercâmbios artísticos com outros países e cidades. Destacam-se os projetos em colaboração com Museu do Palácio ou outros museus da china, tais como as exposições: “Maravilhas de uma Época Próspera - Tesouros da Cidade Proibida”, “Exílio Dourado - Expressões Pictóricas da Escola dos Missionários Ocidentais, Obras de Arte na Corte da Dinastia Qing”, ou ainda “A Arte dos Oito Excêntricos de Yangzhou”.
Um dos outros objetivos destes intercâmbios são o de permitir, ao público de Macau e seus visitantes, o contacto com culturas e artes de diferentes países e períodos históricos. É esse o caso de exposições como “Memórias do Passado – A Arte Mexicana Pré-Hispânica”, da “Exposição de Gravuras de Picasso”, ou ainda da mostra “Ícones de Esmalte: 1895-1935”. Finalmente, o Museu organiza exposições capazes de estimular a reflexão sobre a cidade de Macau, revelando aspectos da sua memória e identidade, tal é o caso de exposições como “Macau - Memórias Reveladas” (fotografias dos anos 20-30) ou “Espaço Sereno – Fotografias sobre Macau”.
O Museu tem um auditório bem equipado, com capacidade para mais de cem pessoas, onde têm lugar para seminários sobre exposições, ciclos de cinema e palestras, sobre arte ou estudos arqueológicos. A loja do Museu, situada no 1º andar, vende publicações próprias, além de livros e lembranças típicas de Macau. No último andar existe uma Midiateca, com obras multimídia sobre o espólio artístico exposto no Museu. A Midiateca oferece ainda um serviço de ”Internet” gratuito e possui cabines audiovisuais, onde podem ser apreciados, gratuitamente, mais de quinhentos clássicos do cinema chinês e ocidental. No último andar, há ainda uma Ludoteca. Este espaço é usado para as mais variadas atividades artísticas e, sobretudo, para os cursinhos de arte para crianças.
Com o objetivo de estimular o gosto pela arte e pela cultura, o Museu criou, em um de Novembro de 2001, o Clube dos Amigos do Museu, que permite ao público uma maior acessibilidade às exposições e atividades desenvolvidas.

EXPOSIÇÃO

Exposição Patente que está acontecendo no Museu de Macau de 17 de fevereiro a 6 de junho de 2009, Gravuras Panorâmicas da China do Século XIX, são 47 gravuras sobre paisagens de Macau e da China no século XIX.





Vista sobre a Baía da Praia Grande, Macau

c. 1850
10.5 x 22.5 cm
Pintor desconhecido
Gravador desconhecido
Ponta-seca



Panorâma da Cidade de Macau visto das Ruínas do Convento de S. Paulo.

c. 1850
11 x 15 cm
Desenho de William Heine
Gravador desconhecido




Uma Rua em Cantão

c. 1850
12.5 x 19 cm
Desenhado por Thomas Allom
Gravado por W. H. Capone

Desde meados do século XVI, Macau, com uma cultura única de abertura, tornou-se um entreposto internacional na região Este da Ásia. Como cidade de harmonia e tolerância, abrigou diferentes estilos de vida, línguas, artes e religiões, cada qual com o seu significado e espaço próprios neste pequeno canto do mundo. O seu panorama magnífico atraiu e inspirou muitos pintores ocidentais que, além de expressarem emoções próprias, mostraram nas suas pinturas o estilo peculiar de Macau. Nos seus primeiros tempos, Macau foi à porta de entrada dos ocidentais na China. Em Setembro de 1792, os ingleses enviaram um emissário para as celebrações do aniversário do imperador Qing Gaozong, com o objetivo inconfessado de negociar um tratado comercial com a China. O embaixador inglês George Macartney, faz-se ao mar num navio da marinha real, equipado com 64 canhões e provisões suficientes para o Oriente. Fazia-se acompanhar por um séquito de cerca de cem homens de ofícios diversos como músicos, intérpretes, cartógrafos, artistas, carpinteiros, soldados e criados. A fotografia ainda não existia por isso foram os artistas que foram desenhando tudo o que viam, para manter um registo visual da viagem.


A tripulação chegou a Macau em Junho de 1793 e, um mês depois, Macartney chegava a Pequim, onde era recebido, a 18 de Agosto, pelo imperador Qing Gaozong no Palácio Imperial de Verão, em Yiehe (Rehe). Como Macartney desconhecia o protocolo chinês, ofendeu inadvertidamente o imperador que, no entanto, o tratou com cortesia. Contudo, o imperador recusou o seu pedido de abrir mais portos ao comércio. Em Setembro desse ano, Macartney viajou para o Sul da China e deixou Guangzhou em Dezembro, de regresso à Europa.


Esta foi a primeira missão diplomática da Inglaterra à China, em que o emissário registrou os pormenores da sua experiência de viagem, tendo os artistas desenhado inúmeros locais e pessoas, que depois mostraram aos seus compatriotas. Esta informação fez aumentar a curiosidade dos ocidentais e deu origem a um número crescente de obras sobre a dinastia Qing.


Em 1843 foi publicado em Londres o livro Império Chinês, que continha numerosas gravuras, incluindo paisagens, arquitetura e cenas do cotidiano do mostrando hábitos e costumes do povo chinês.


Com o intuito de dar aos visitantes um conhecimento mais profundo sobre a paisagem antiga de Macau e do Interior da China, o Museu de Arte de Macau selecionou cerca de 50 gravuras das suas coleções. O conteúdo desta seleção reflete as paisagens e os hábitos de vida das populações do Delta do Rio das Pérolas e do Norte da China do século XIX. A exposição chama-se “Gravuras Panorâmicas da China do Século XIX”.

Os trabalhos mostram diferentes cenários tradicionais chineses durante o século XIX, recriando a elegância e o cotidiano prazenteiro e despreocupado característico do charme singular da Baía da Praia Grande; a beleza da paisagem da área costeira do Monte da Guia. Nas gravuras pode observar-se também as manifestações religiosas da população em frente às Ruínas de S. Paulo e a alegria da ópera chinesa perto do Templo de A-Ma. Quando os residentes e os turistas visitarem esta exposição sentir-se-ão sem dúvida em casa.

O Museu de Arte de Macau transmite e tenta promover ao seu público da cidade, e seus visitantes, um maior contato e interesse sobre a cultura e a arte de outros países e também de outros períodos históricos.

O museu procura desenvolver e estimular a reflexão sobre a cidade de Macau.

Bourdieu destaca também que a frequência dos museus é dada a partir do grau de instrução do visitante, sendo ligeiramente mais elevado. Assim jovens que estão cursando uma universidade, são os que mais freqüentam os museus.

O museu procura ainda promover e incrementar o interesse na herança cultural e histórica de Macau, através das exposições.

Com esta pesquisa percebo que o acesso a obras culturais, são privilégios da classe mais culta da população, das pessoas que vão atrás da cultura, que assistem televisão, ouvem rádio e lêem jornal, isto é, estão por dentro de que acontece na atualidade. Mas principalmente para pessoas que possuem um alto poder aquisitivo para poder ir a um bom Museu, pois todos os outros museus que pesquisei e inclusive o Museu de Arte de Macau, cobram para a visitação. Mas em alguns museus pode-se ir gratuitamente nas terças-feiras.


Referências:
http://www.artmuseum.gov.mo/main.asp?language=2
http://portuguese.cri.cn/135/2009/01/09/1s101600.htm
http://www.macaumuseum.gov.mo/htmls/education/edu_port.htm